Amargo tempo

sexta-feira, 10 de abril de 2009


noite minha
multiplica os segundos.

eu cá dentro,
viro estação.

somo o só
e me resulto

difuso.

e a doce infância
balança meu sonho.
o amargo tempo
corre bêbado
.
o triste verso
sorri incompleto

gritando pelo dilúculo.



Na fotografia,Rafaela e Jéssica vivendo sorrisos em tempo doce.

Cacos entre aspas

domingo, 5 de abril de 2009

Por: Ana Raquel e Felipe Martins.
(04/01/2009)

O verso quebra
a última garrafa
de ser,que torna-se vazia,
sem sabor e sem valor.

Os cacos rasgam
a garganta que grita
e se afoga nas águas
salgadas do oceano interior.

As horas tornam-se areia,
que se desfaz e
com a ajuda do vento
atinge olhares e
foge dos lugares
onde o destino quer deitar.

A alma acorda,
e do sonho
não se lembra mais...

E agora é verso, é verbo, é dia
É triste, é nada, é alegria
Mas no entanto, vaguei tanto
pra me encontrar, te encontrar
na poesia.

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Conheça a beleza e a sensibilidade dos versos do poeta Felipe Martins:
http://recantodasletras.uol.com.br/autor.php?id=14628

Interstício

quinta-feira, 2 de abril de 2009

Céu é espelho do mar em noite de solidão.
E aí,as estrelas escondem-se no fundo.


Ana Raquel