Por: Ana Raquel e Felipe Martins.
(04/01/2009)
(04/01/2009)
O verso quebra
a última garrafa
de ser,que torna-se vazia,
sem sabor e sem valor.
Os cacos rasgam
a garganta que grita
e se afoga nas águas
salgadas do oceano interior.
As horas tornam-se areia,
que se desfaz e
com a ajuda do vento
atinge olhares e
foge dos lugares
onde o destino quer deitar.
A alma acorda,
e do sonho
não se lembra mais...
E agora é verso, é verbo, é dia
É triste, é nada, é alegria
Mas no entanto, vaguei tanto
pra me encontrar, te encontrar
na poesia.
s2
Conheça a beleza e a sensibilidade dos versos do poeta Felipe Martins:
http://recantodasletras.uol.com.br/autor.php?id=14628

2 comentários:
Gostei... Há umas tantas formas de se ver este poema.
Por um lado, é uma dança sutil de aliterações, com esse V de vento, valor, verbo e vagar quase se encontrando a toda hora.
Mas que vento um tanto cruel esse de vocês! É um vento mais aterrorizante que o que eu costumo imaginar, vento que deixa cacos.
Mas, claro, sempre há espaço para a redenção. E ela vem através da poesia... Poesia que me lembra o jogo de aliterações, e assim tornamos ao início.
E assim a garrafa que estava quebrada se refaz...
Abraços!
Ana, você consegue ser poeta !
Minha admiração à você, grande pessoa !
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