I
Nenhuma terra
tão pisada quanto
é tão pó
quanto a terna guerra
das lutas nossas
internas.
II
Nenhum pranto
é todo
quanto
nosso nada
tentando
ter e viver
em ternuras eternas.
III
Nem nada
e nem luz é toda,
quanto nossa estrela
pequena na palma do céu
de mãos sonhadoras.
IV
Toda vida é tempo
de cada sentimento
ser tingido por mundos
cantados e mudos
tão nossos e em nada
traduzidos.
Ana Raquel
IV
domingo, 8 de novembro de 2009
Postado por Ana Raquel às Domingo, Novembro 08, 2009 1 comentários
Filho novo
Apanhado de Sentidos:Poesia de várias vidas é um projeto ainda no útero,que envolve versos e amizade.Espero que gostem!
http://apanhadodesentidos.blogspot.com
Postado por Ana Raquel às Domingo, Novembro 08, 2009 1 comentários
Inundação
sexta-feira, 23 de outubro de 2009

Ana desenhava com as unhas
um peixe no vidro da janela.
Imaginava que lá fora
tudo morasse num aquário
de nuvens,fumaça,sons,vento e sol.
Talvez fosse.Cabeça de quem sonha,viver mergulhando!
Palavras e desenho: Ana Raquel.
Postado por Ana Raquel às Sexta-feira, Outubro 23, 2009 6 comentários
Alternâncias
domingo, 11 de outubro de 2009
Por uma constelação de desejos,sua luneta agarrava-lhe as mãos.
Mal sabia que há luzes tão sóbrias quanto os brilhos de nossas nus e vãs estrelas.
Nossos olhos não mais vivem.
Postado por Ana Raquel às Domingo, Outubro 11, 2009 6 comentários
Haikai dissolúvel
sábado, 26 de setembro de 2009
esse tempo enfim
pó dos dias vãos e sós
se dissolve em mim.
Postado por Ana Raquel às Sábado, Setembro 26, 2009 6 comentários
Descontentamento
domingo, 13 de setembro de 2009
Era um tempo pequeno em que as coisas eram tantas e tantas outras eram tudo.
Hoje,tudo tornou-se grande.As coisas agora são ternas,mas dispersas e o tanto é apenas querer.
Ana Raquel
Postado por Ana Raquel às Domingo, Setembro 13, 2009 7 comentários
Ciclos
sexta-feira, 4 de setembro de 2009
(...)
E minha palavra
– que primeiro é sentimento –
devolve-me o sorriso.
E aqui dentro,
faço-a abrigo.
E aquece-me
em pensamentos,
alimenta-me no papel
– que brinca de borboleta no vento –
e voa até o céu
caindo de mansinho
no parque
onde a pequena idade
corre buscar.
Postado por Ana Raquel às Sexta-feira, Setembro 04, 2009 8 comentários
Marmita*
quarta-feira, 10 de junho de 2009
.
.
desertos sem letras por falta de pão.
(...)
Postado por Ana Raquel às Quarta-feira, Junho 10, 2009 17 comentários
Parênteses
domingo, 7 de junho de 2009
"-Que bom estar de volta!- diz o vai-e-vem blogspótico."
Abro aqui um parênteses para agradecer ao Mauri(Page not Found) cuja beleza de suas palavras fazem com que sua página seja encontrada apenas por aqueles que de fato apreciam a poesia.Obrigada por, mesmo aos sumiços,me presentear!
Então repasso este selo para:
Dani - Retratos,Cores e Silêncio
David Monsores - Caderno Alternativo
Paulo - Coisas do Chão
Abraços e poesia sempre!
Postado por Ana Raquel às Domingo, Junho 07, 2009 5 comentários
Canto de saudade
quarta-feira, 3 de junho de 2009
Seus ombros suportavam os gritos e os sussurros falhos de uma vida incerta,cheia de pretéritos imperfeitos e incompletos,fantasiando-se de futuros ladrões.Roubavam pétalas de seu jardim.E as flores tornavam-se nuas,fazendo doer a solidão e a saudade de uma cor numa pétala da alma.
- Dá-me cores para colorir meu peito? - dizia a si mesmo,sem saber que ali dentro havia algo além do que um arco-íris,esperando passar a chuva para ser contemplado,sob os resquícios de um sentimento iluminado por raios de sol.
A todos os artistas que passaram por mim e deixaram desenhos e cores inapagáveis.
Postado por Ana Raquel às Quarta-feira, Junho 03, 2009 8 comentários
